As diferentes visões sobre o inferno. Seria o lago de fogo um sofrimento eterno ou com duração finita?
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sábado, 20 de abril de 2019
Vídeo blog: O Inferno é um sofrimento eterno ou finito?
As diferentes visões sobre o inferno. Seria o lago de fogo um sofrimento eterno ou com duração finita?
sexta-feira, 16 de junho de 2017
A morte do Cristão: Paraíso ou sono da alma?
Para onde vamos após a morte? Reencarnação, purgatório, sono da alma ou o Paraíso?
sábado, 9 de janeiro de 2016
Dar o Dízimo é obrigação do Crente?
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Os Negros são Amaldiçoados na Bíblia?
terça-feira, 21 de abril de 2015
Paulo vs Tiago: A fé sem obras é morta
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Vídeo blog: Inerrância das Escrituras
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Vídeo Blog: Pastoras Batistas?
Existem pastoras na Bíblia? Em janeiro de 2014 a Ordem dos Pastores Batistas do Brasil votou pela aceitação de membros do sexo feminino. Neste vídeo, resumo os argumentos dos que são pró e contra a ordenação de pastoras.
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Vídeo blog: Batismo infantil ou Anabatista?
Anabatistas, os precursores dos Batistas, não aceitavam o batismo infantil, re-batizando as pessoas após sua conversão. Por que este grupo recusou a doutrina pedo-batista das igrejas reformadas e da católica romana, resultando em perseguição por parte de ambos os grupos? Existe alguma relação entre circuncisão e batismo? O batismo tem o poder de conferir bênçãos espirituais ou materiais às pessoas?
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Angelologia
Quem é mais importante pra Deus, o homem ou os anjos? Onde os anjos habitam? Eles estão presos no Tártaro ou soltos pelos ares? O diabo reina no inferno? Alguns anjos se casaram com mulheres no passado? Os anjos podem ler nossos pensamentos? O rei de Tiro era o diabo? O que é o cosmos satânico? Um crente pode ser habitado por demônios? Como se luta na batalha espiritual? Tudo isso e muito mais no novo capítulo sobre angelologia:
Apostila de Teologia Sistemática
Apostila de Teologia Sistemática
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Vídeo blog: Julgar ou não julgar, eis a questão
É lícito criticar publicamente algum irmão por discordar de sua posição teológica? O que, realmente, significa "Não julgueis"? Jesus e os apóstolos julgavam ou não?
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Vídeo blog: Em nome de Jesus
sábado, 1 de setembro de 2012
Vídeo blog: Salvos pela ignorância?
Servir aos ídolos é servir a Deus? Afinal de contas, Deus leva em conta ou não os tempos da ignorância?
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Vídeo blog: A letra mata?
sábado, 21 de julho de 2012
Vídeo blog: Redenção
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
O dom de línguas
O assunto de línguas estranhas tem dividido evangélicos há décadas, com pessoas se colocando em um dos dois lados: o dos cessacionistas, que acham que os dons sobrenaturais cessaram com o fim da era apostólica, e o dos carismáticos, que acham que os dons ainda são a norma para a igreja de hoje.
Lembro-me de meus tempos de faculdade, quando uma aluna evangélica me disse que gostava dos batistas (eu sou batista), só não entendia por que nós não falávamos em línguas. Como eu não queria iniciar uma discussão com a irmã, disse apenas que “não precisamos. As pessoas no Brasil entendem português.”
Mas, afinal de contas, por que alguns cristãos falam em línguas e outros não? Por que este fenômeno permaneceu escondido ao longo da história da igreja e retornou no século XX? Não sou autoridade nestes assuntos em termos de experiência pessoal, portanto vou procurar apenas revisar alguns textos.
Primeiro, o que é o dom de línguas?
A definição deve ser, necessariamente, obtida a partir da descrição de Atos 2, pois este foi o primeiro momento na história em que o dom se manifestou.
“E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem...E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?”
Portanto, o dom de línguas é a capacidade sobrenatural de falar uma língua sem tê-la estudado. O termo grego traduzido por línguas em Atos 2 é glossa, que refere-se à língua como um órgão do corpo, ou à linguagem de um povo.
Algumas pessoas acham que o dom de línguas no livro de Atos refere-se a línguas estrangeiras e que em I Coríntios 12-14 refere-se a gemidos ou sílabas initeligíveis, pronunciados quando em um estado de êxtase espiritual. Seria a chamada “língua dos anjos”. No entanto, o termo grego em I Coríntios continua sendo glossa, e não há motivo na Bíblia para achar que trata-se de um outro dom, diferente do de Atos. Pelo contrário, compare o que diz o Senhor:
"E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos." Mt 6:7
A expressão “vãs repetições” é uma tradução do grego battalogeo, que significa “ficar repetindo a mesma coisa, usar palavras vazias, falar de maneira ininteligível, tagarelar, falar sem pensar”. A palavra vem de uma composição entre batta e logeo (falar). Batta não é uma palavra, é apenas uma onomatopéia para indicar um som ininteligível. Naquela época, os pagãos envolvidos com as religiões de mistério falavam “em línguas”, apenas repetindo sons sem sentido. É como se Jesus estivesse dizendo: “não fiquem só falando bata, bata, bata, igual os pagãos. Suas orações devem ter sentido lógico.” Se Jesus condena a repetição de sons sem sentido em orações, por que Paulo diria que isto é um dom do Espírito? As línguas em I Coríntios, assim como em Atos, são linguagens coerentes e as mensagens são lógicas, e não barulhos estranhos de gente enrolando a língua. Da próxima vez que você ouvir alguma pessoa falando “bata, bata, bata...” em um culto, saiba que ela está fazendo isto na sua ignorância, movida por emocionalismo e não pelo Espírito Santo.
O dom do Espírito é um “sinal para os infiéis” (I Co 14:22). Sendo assim, é um milagre impressionante do Espírito Santo, não um barulho que qualquer um pode imitar. Também não é algo que se aprenda em curso, como já vi em algumas igrejas. Isto mesmo, curso de dom de línguas. Você aprende algumas palavras, solta a língua e repete à exaustão, até aquilo se tornar automático. Alguém pode me apontar um verso bíblico que ensine esta técnica? Também não vale decorar meia dúzia de palavras em aramaico e ficar usando elas de vez em quando.
O falso dom de línguas já causava divisão na igreja no segundo século da era cristã. Note o seguinte relato sobre um profeta chamado Montano (126-180 a. d.):
“Montano ficou fora de si, em uma espécie de frenesi e êxtase; ele delirou e começou a balbuciar e pronunciar coisas estranhas, profetizando em uma maneira contrária ao costume da Igreja, entregue pela tradição desde o princípio. Alguns dos que ouviram suas falas espúrias na época ficaram indignados, e o repreenderam como se ele estivesse possesso...Mas outros, imaginando-se possuídos pelo Espírito Santo e dotados do dom da profecia, se tornaram presunçosos... e foram enganados por ele.”, Eusebius, Ecclesiastical History 5.16-17 (http://biblefacts.org/history/mont.html, http://biblesanity.org/glossa.htm)
Conforme Eusébio e Asterius Urbanus, Montano acabou se enforcando, instigado pelo espírito que o tomou.
Mas, alguém pode perguntar: “como saber se meu dom de línguas é real ou não?”
Bem, do ponto de vista técnico pode-se fazer um experimento:
1 – Quando estiver falando em línguas, peça para alguém gravar
2 – Leve a gravação para 2 pessoas que dizem ter o dom da interpretação e peça para elas interpretarem, sem que uma delas saiba qual foi a interpretação dada pela outra
3 – Se os dois intérpretes chegarem à mesma tradução, avalie o conteúdo da mensagem para ver se é bíblico, lógico e coerente
4 – Se os intérpretes chegarem a resultados diferentes, um deles (ou ambos) está mentindo. Você vai ter que procurar um terceiro intérprete.
Como eu duvido que alguém vá tentar um experimento como estes, se você está convicto de que tem o dom de línguas, pelo menos saiba como usá-lo biblicamente:
“E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.”, I Co 14:27-28
Não se deve usar Atos 2 para justificar o falar em línguas simultaneamente com outros irmãos, pois aquele foi um evento extremo, conforme discutido no post anterior. A regra para o uso dos dons no culto cristão encontra-se nas epístolas (I Co 14), não em Atos.
Respondendo à pergunta da aluna evangélica que mencionei no início deste artigo, por que não falo em línguas? Porque Deus não me deu o dom e eu não vou fingir que o tenho.
Como complemento, relaciono abaixo dois textos que indicam que o dom de línguas havia cessado, ou pelo menos “se escondido”, algum tempo após a era apostólica.
(http://biblesanity.org/glossa.htm, http://en.wikipedia.org/wiki/Glossolalia):
Crisóstomo (345-407 a. d.)
Comentando sobre I Coríntios 12: “Toda esta passagem é muito obscura: mas a obscuridade é devido à nossa ignorância dos fatos referidos e devido ao seu encerramento, de tal forma que eles costumavam ocorrer naquela época, mas agora não se observam mais.”, Chrystostom, Homilies on First Corinthians, xxix, 1
Agostinho de Hipona (354-430 a. d.).
“O Espírito Santo caiu sobre os crentes e eles falaram em línguas que não tinham aprendido, conforme o Espírito lhes dava elocução. Estes eram sinais adaptados àquela época, pois havia este sinal do Espírito Santo em todas as línguas para mostrar que o evangelho de Deus deveria se espalhar por toda a Terra. Aquilo foi feito como um sinal e se encerrou.”, Augustine, Homilies on the Gospel of John 6:10, in The Nicene and Post-Nicene Fathers [7:497-98]
sábado, 28 de agosto de 2010
Eventos Extremos
"E, CUMPRINDO-SE o dia de Pentecostes, estavam todos concordemente no mesmo lugar; E de repente veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados...E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem." At 2:1,2,4
"E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra...Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus." At 10:44,46
"Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?...E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus." I Co 14:23,27-28
Então, qual texto você vai seguir? Atos ou I Coríntios? Falar todo mundo junto ou um de cada vez?
Tem mais:
"Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João. Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus). Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo." At 8:14-17
"Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam." At 19:2-6
Compare com os textos abaixo:
"Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele." Rm 8:9
"Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa." Ef 1:13
"Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito" I Co 12:13
"Há um só corpo e um só Espírito...Um só Senhor, uma só fé, um só batismo;" Ef 4:4-5
Em Atos, tem discípulos recebendo o Espírito após a conversão, por meio de imposição de mãos, como se fosse uma segunda bênção. Nas Epístolas de Paulo, se alguém não tem o Espírito, não é de Deus (Rm 8:9); recebemos o Espírito na hora em que cremos (Ef 1:13); no batismo do Espírito somos colocados no corpo de Cristo (I Co 12:13), e não existe segunda bênção (Ef 4:4-5). Não existe alguém meio salvo. É igual mulher grávida, ou tá ou não tá.
Os acontecimentos de Atos são narrados como eventos extremos e não como experiências normativas da vida cristã. Eventos extremos são típicos de uma época de transição entre duas dispensações e cumprem o propósito de atestar as novas revelações de maneira incontestável.
Dentre as novidades encontradas no livro de Atos, destacam-se o batismo do Espírito Santo e o falar em línguas estranhas. Com relação a falar em línguas, vamos deixar para o próximo post. Vejamos o batismo do Espírito Santo. Costuma-se dizer que o livro de Atos não é o melhor lugar para se elaborar doutrinas para a Igreja. Mas, por que não? É tão inspirado quanto outro qualquer. O problema é que, como eu disse, Atos relata um período de transição entre a dispensação da Lei e da Igreja. As pessoas que eram salvas antes de Jesus vir ao mundo, debaixo da velha regra, não perderam a salvação quando Jesus veio. Muitos judeus e gentios tementes a Deus e praticantes do judaísmo moravam em outros países e levaram um bom tempo antes de ouvir falar sobre Jesus. Por outro lado, a maioria dos judeus consideravam os outros povos como raça inferior, desprezada por Deus e o simples contato com gentios tornaria um judeu imundo. Como Deus poderia mudar o coração dos discípulos para que entendessem que na nova dispensação, judeus e gentios salvos constituem um mesmo corpo? Isto necessitava de atitudes drásticas.
É claro que em Atos 2 os discípulos já eram Cristãos quando receberam o Espírito. Eles antes eram Cristãos porque criam em Cristo, mas não eram como nós, pois no dia de Pentecostes o Espírito começou uma obra nova nos corações, regenerando, habitando, selando e batizando os crentes na Igreja, ou seja, inserindo-os no corpo de Cristo. Todos os crentes presentes receberam o Espírito Santo. Isto foi o início do cumprimento das profecias sobre a circuncisão do coração (Dt 30:6) e Deus colocando Seu Espírito no Seu povo (Ez 36:26), o que se concretizará em escala nacional no Milênio.
Em Atos 8:14-17, os discípulos em Jerusalém ouviram que os samaritanos também tinham crido no evangelho. O evangelho tinha sido levado até lá por Filipe, que não era apóstolo e estava batizando-os com água (At 8:5,12). A Igreja em Jerusalém envia, então, Pedro e João, que oram e o Espírito vem sobre os novos convertidos. Certa vez conversei com um pastor batista que disse que não tinha certeza se o batismo do Espírito Santo acontece antes, durante ou após a conversão, ou se antes ou depois do batismo nas águas, por causa deste texto.
Para entender o que ocorreu, note que até então a igreja era composta exclusivamente de judeus. O avanço geográfico do evangelho traz um problema étnico aqui. Segundo Mal Couch, os samaritanos achavam que possuíam um “lugar escolhido por Yahweh”, o Monte Gerizim, onde eles construíram um templo. Para os judeus, os samaritanos eram piores do que estrangeiros; eles eram mestiços hereges, excomungados e “mais imundos do que carne de porco”. A presença apostólica de Pedro e João autenticou a igreja de Samaria e evitou um racha na igreja que emergia. Foi uma prova de que o Espírito veio sobre os samaritanos assim como havia vindo sobre os judeus em pentecostes. Lembre-se de que o mesmo João tinha demonstrado sua hostilidade contra os samaritanos antes, pedindo para Jesus mandar fogo dos céus para consumí-los (Lc 9:52-54).
Não se pode minimizar a importância deste evento. A unidade da Igreja foi preservada pela visitação apostólica e os samaritanos não foram deixados isolados. Além de evitar a criação de uma seita samaritana na igreja, esta experiência demonstrou aos crentes de Samaria que eles deviam estar debaixo da autoridade espiritual dos apóstolos judeus. Esta experiência não é uma regra para a Igreja. Foi um evento extremo para servir de “ponte” entre os judeus e os gentios. Em Samaria o evangelho começou a sair de Israel rumo às nações, provando que existe agora “um corpo e um Espírito...um Senhor, uma fé, um batismo” (Ef 4:4-5)
O evento descrito em At 19:2-6 é diferente em natureza. Aqui, Paulo pergunta a um grupo de discípulos em Éfeso se eles haviam recebido o Espírito quando creram. Esta pergunta revela que esta passou a ser a norma na Igreja: quando alguém crê, recebe o Espírito. A resposta destes discípulos revela que na verdade eles não conheciam o evangelho de Cristo. Eles tinham sido batizados por João Batista, e não sabiam que Jesus era o Messias anunciado por João. Eles eram santos do Velho Testamento. Após ouvirem o evangelho de Paulo, eles crêem e são batizados nas águas, recebendo o Espírito Santo por imposição de mãos, o que confirma a autoridade apostólica de Paulo. Este é um detalhe importante, estes eventos extremos da época de pentecostes sempre acontecem com a presença de um apóstolo. As epístolas do Novo Testamento não mencionam nada sobre segunda bênção (algo diferente de ser cheio do Espírito) e nem contêm instruções sobre como transferir o Espírito Santo por meio da imposição de mãos. E nem precisam, pois somente apóstolos tinham esta autoridade e não existem instruções sobre sucessão apostólica nas Epístolas. Não existem repetições de pentecostes.
Por falar nisso, o que é um apóstolo e por que dizemos que não existem apóstolos hoje? Fica pra próxima...
"E, dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra...Porque os ouviam falar línguas, e magnificar a Deus." At 10:44,46
"Se, pois, toda a igreja se congregar num lugar, e todos falarem em línguas, e entrarem indoutos ou infiéis, não dirão porventura que estais loucos?...E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus." I Co 14:23,27-28
Então, qual texto você vai seguir? Atos ou I Coríntios? Falar todo mundo junto ou um de cada vez?
Tem mais:
"Os apóstolos, pois, que estavam em Jerusalém, ouvindo que Samaria recebera a palavra de Deus, enviaram para lá Pedro e João. Os quais, tendo descido, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo (Porque sobre nenhum deles tinha ainda descido; mas somente eram batizados em nome do Senhor Jesus). Então lhes impuseram as mãos, e receberam o Espírito Santo." At 8:14-17
"Disse-lhes: Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? E eles disseram-lhe: Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo. Perguntou-lhes, então: Em que sois batizados então? E eles disseram: No batismo de João. Mas Paulo disse: Certamente João batizou com o batismo do arrependimento, dizendo ao povo que cresse no que após ele havia de vir, isto é, em Jesus Cristo. E os que ouviram foram batizados em nome do Senhor Jesus. E, impondo-lhes Paulo as mãos, veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam." At 19:2-6
Compare com os textos abaixo:
"Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele." Rm 8:9
"Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa." Ef 1:13
"Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito" I Co 12:13
"Há um só corpo e um só Espírito...Um só Senhor, uma só fé, um só batismo;" Ef 4:4-5
Em Atos, tem discípulos recebendo o Espírito após a conversão, por meio de imposição de mãos, como se fosse uma segunda bênção. Nas Epístolas de Paulo, se alguém não tem o Espírito, não é de Deus (Rm 8:9); recebemos o Espírito na hora em que cremos (Ef 1:13); no batismo do Espírito somos colocados no corpo de Cristo (I Co 12:13), e não existe segunda bênção (Ef 4:4-5). Não existe alguém meio salvo. É igual mulher grávida, ou tá ou não tá.
Os acontecimentos de Atos são narrados como eventos extremos e não como experiências normativas da vida cristã. Eventos extremos são típicos de uma época de transição entre duas dispensações e cumprem o propósito de atestar as novas revelações de maneira incontestável.
Dentre as novidades encontradas no livro de Atos, destacam-se o batismo do Espírito Santo e o falar em línguas estranhas. Com relação a falar em línguas, vamos deixar para o próximo post. Vejamos o batismo do Espírito Santo. Costuma-se dizer que o livro de Atos não é o melhor lugar para se elaborar doutrinas para a Igreja. Mas, por que não? É tão inspirado quanto outro qualquer. O problema é que, como eu disse, Atos relata um período de transição entre a dispensação da Lei e da Igreja. As pessoas que eram salvas antes de Jesus vir ao mundo, debaixo da velha regra, não perderam a salvação quando Jesus veio. Muitos judeus e gentios tementes a Deus e praticantes do judaísmo moravam em outros países e levaram um bom tempo antes de ouvir falar sobre Jesus. Por outro lado, a maioria dos judeus consideravam os outros povos como raça inferior, desprezada por Deus e o simples contato com gentios tornaria um judeu imundo. Como Deus poderia mudar o coração dos discípulos para que entendessem que na nova dispensação, judeus e gentios salvos constituem um mesmo corpo? Isto necessitava de atitudes drásticas.
É claro que em Atos 2 os discípulos já eram Cristãos quando receberam o Espírito. Eles antes eram Cristãos porque criam em Cristo, mas não eram como nós, pois no dia de Pentecostes o Espírito começou uma obra nova nos corações, regenerando, habitando, selando e batizando os crentes na Igreja, ou seja, inserindo-os no corpo de Cristo. Todos os crentes presentes receberam o Espírito Santo. Isto foi o início do cumprimento das profecias sobre a circuncisão do coração (Dt 30:6) e Deus colocando Seu Espírito no Seu povo (Ez 36:26), o que se concretizará em escala nacional no Milênio.
Em Atos 8:14-17, os discípulos em Jerusalém ouviram que os samaritanos também tinham crido no evangelho. O evangelho tinha sido levado até lá por Filipe, que não era apóstolo e estava batizando-os com água (At 8:5,12). A Igreja em Jerusalém envia, então, Pedro e João, que oram e o Espírito vem sobre os novos convertidos. Certa vez conversei com um pastor batista que disse que não tinha certeza se o batismo do Espírito Santo acontece antes, durante ou após a conversão, ou se antes ou depois do batismo nas águas, por causa deste texto.
Para entender o que ocorreu, note que até então a igreja era composta exclusivamente de judeus. O avanço geográfico do evangelho traz um problema étnico aqui. Segundo Mal Couch, os samaritanos achavam que possuíam um “lugar escolhido por Yahweh”, o Monte Gerizim, onde eles construíram um templo. Para os judeus, os samaritanos eram piores do que estrangeiros; eles eram mestiços hereges, excomungados e “mais imundos do que carne de porco”. A presença apostólica de Pedro e João autenticou a igreja de Samaria e evitou um racha na igreja que emergia. Foi uma prova de que o Espírito veio sobre os samaritanos assim como havia vindo sobre os judeus em pentecostes. Lembre-se de que o mesmo João tinha demonstrado sua hostilidade contra os samaritanos antes, pedindo para Jesus mandar fogo dos céus para consumí-los (Lc 9:52-54).
Não se pode minimizar a importância deste evento. A unidade da Igreja foi preservada pela visitação apostólica e os samaritanos não foram deixados isolados. Além de evitar a criação de uma seita samaritana na igreja, esta experiência demonstrou aos crentes de Samaria que eles deviam estar debaixo da autoridade espiritual dos apóstolos judeus. Esta experiência não é uma regra para a Igreja. Foi um evento extremo para servir de “ponte” entre os judeus e os gentios. Em Samaria o evangelho começou a sair de Israel rumo às nações, provando que existe agora “um corpo e um Espírito...um Senhor, uma fé, um batismo” (Ef 4:4-5)
O evento descrito em At 19:2-6 é diferente em natureza. Aqui, Paulo pergunta a um grupo de discípulos em Éfeso se eles haviam recebido o Espírito quando creram. Esta pergunta revela que esta passou a ser a norma na Igreja: quando alguém crê, recebe o Espírito. A resposta destes discípulos revela que na verdade eles não conheciam o evangelho de Cristo. Eles tinham sido batizados por João Batista, e não sabiam que Jesus era o Messias anunciado por João. Eles eram santos do Velho Testamento. Após ouvirem o evangelho de Paulo, eles crêem e são batizados nas águas, recebendo o Espírito Santo por imposição de mãos, o que confirma a autoridade apostólica de Paulo. Este é um detalhe importante, estes eventos extremos da época de pentecostes sempre acontecem com a presença de um apóstolo. As epístolas do Novo Testamento não mencionam nada sobre segunda bênção (algo diferente de ser cheio do Espírito) e nem contêm instruções sobre como transferir o Espírito Santo por meio da imposição de mãos. E nem precisam, pois somente apóstolos tinham esta autoridade e não existem instruções sobre sucessão apostólica nas Epístolas. Não existem repetições de pentecostes.
Por falar nisso, o que é um apóstolo e por que dizemos que não existem apóstolos hoje? Fica pra próxima...
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Premonição
Premonição, precognição ou predestinação? O que você acha que se encaixa melhor com o papel de Deus na salvação? Deixe-me explicar melhor: como muitos sabem, já há séculos existe uma verdadeira "guerra civil" no meio cristão a respeito de como Deus faz para salvar as pessoas. Será que é Ele quem determina, em Sua soberania, quem vai ser salvo ou não, ou será que somos nós que determinamos isso baseados em nosso livre arbítrio? Existe um meio termo? A Bíblia traz respostas conclusivas sobre isso?
Antes de comentar sobre a salvação, precisamos gastar algum tempo para esclarecer os 3 termos:
1) Premonição: Acontecimento ou experiência tomados como sinal de que algo vai acontecer (presságio). Forte sensação de que algo está prestes a acontecer (pressentimento) (dicionário Priberam).
2) Precognição: Conhecimento antecipado; presciência (dicionário Priberam).
3) Predestinação: O propósito de Deus desde os tempos da eternidade com respeito a todos os eventos; especialmente, a preordenação dos homens para felicidade ou miséria eternas (dicionário Noah Webster, tradução minha).
Em outras palavras: 1 - Deus tem uma idéia do que vai acontecer no futuro, mas não sabe ao certo tudo (não é onisciente); 2 - Deus sabe exatamente o que vai acontecer no futuro e age de acordo; 3 - Deus não só sabe, como determina tudo o que vai acontecer. A primeira opção parece um monstrengo, mas na verdade tem gente que acredita nisso. São os defensores do "Teísmo Aberto" ou sua forma mais moderada, a "Teologia Relacional". Conforme o Teísmo aberto, Deus tem um plano para a humanidade, mas este plano não prevê tudo o que vai acontecer. Deus se adapta de acordo com as circunstâncias, e age de acordo com o livre arbítrio humano. A Teologia Relacional defende que Deus não interfere nas escolhas de suas criaturas, mas apenas se relaciona com elas. Os dois maiores defensores da teologia relacional no Brasil são os pastores Ricardo Gondim e Ed René Kivitz, e talvez seja melhor usar suas próprias palavras para explicar essa teologia. Ricardo Godim diz (fonte):
"Não consigo acreditar numa divindade que tudo ordena, que tudo dispõe e que tudo orquestra...Não creio que ele tenha uma "vontade permissiva" que deixa que horrores se alastrarem (sic) para subrepiticiamente cumprir uma 'vontade soberna' (sic). Não o percebo com começo, meio e fim da história prontos; ou que no presente esteja contente em administrar cada nano evento preordenado em sua providência."
Ou seja, ele afirma que a história não tem começo, meio e fim prontos, mas se desenrola de acordo com o livre arbítrio do homem. Como pode, então, Deus saber o futuro com precisão? O teísmo aberto diz que Ele não sabe; a teologia relacional prefere se omitir.
Ed René Kivitz completa (fonte):
"Essa coisa de 'Deus tem um plano para cada criatura' é incoerente em relação à fé cristã, pois seres criados à imagem e semelhança de Deus não podem ser privados da liberdade. Ou os seres humanos são responsáveis pelos seus destinos, ou não podem ser julgados moralmente".
A conclusão destes pastores é motivada pela dificuldade em conciliar a idéia de um Deus todo poderoso e plenamente soberano com a idéia de seres humanos totalmente livres e responsáveis por seus atos. Em suma, dada a dificuldade de se explicar porque coisas ruins acontecem com pessoas "boas" e "inocentes", tem-se a tendência de negar a mão de Deus sobre tais acontecimentos. Por mais difícil que seja o assunto, qualquer tentativa de explicação que negue a soberania de Deus ou a responsabilidade humana acaba desembocando em heresias. Devemos admitir o mistério nestas questões e nos curvar ao que diz a Bíblia:
Dt 32:39 - "Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão."
Jó 2:10b - "...receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios."
Is 46:9b-10 - "... eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade."
Sl 139:16 - "Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia."
Rm 8:28 - "E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito."
Descanse. Você não precisa entender todas as coisas, mas pode confiar que a mão de Deus está em todas elas para o seu bem e para honra e glória do Seu nome. Ele, de fato, está no controle.
Uma vez descartada a premonição, podemos explorar a doutrina da salvação com as duas opções que nos restaram: precognição e predestinação.
Antes de comentar sobre a salvação, precisamos gastar algum tempo para esclarecer os 3 termos:
1) Premonição: Acontecimento ou experiência tomados como sinal de que algo vai acontecer (presságio). Forte sensação de que algo está prestes a acontecer (pressentimento) (dicionário Priberam).
2) Precognição: Conhecimento antecipado; presciência (dicionário Priberam).
3) Predestinação: O propósito de Deus desde os tempos da eternidade com respeito a todos os eventos; especialmente, a preordenação dos homens para felicidade ou miséria eternas (dicionário Noah Webster, tradução minha).
Em outras palavras: 1 - Deus tem uma idéia do que vai acontecer no futuro, mas não sabe ao certo tudo (não é onisciente); 2 - Deus sabe exatamente o que vai acontecer no futuro e age de acordo; 3 - Deus não só sabe, como determina tudo o que vai acontecer. A primeira opção parece um monstrengo, mas na verdade tem gente que acredita nisso. São os defensores do "Teísmo Aberto" ou sua forma mais moderada, a "Teologia Relacional". Conforme o Teísmo aberto, Deus tem um plano para a humanidade, mas este plano não prevê tudo o que vai acontecer. Deus se adapta de acordo com as circunstâncias, e age de acordo com o livre arbítrio humano. A Teologia Relacional defende que Deus não interfere nas escolhas de suas criaturas, mas apenas se relaciona com elas. Os dois maiores defensores da teologia relacional no Brasil são os pastores Ricardo Gondim e Ed René Kivitz, e talvez seja melhor usar suas próprias palavras para explicar essa teologia. Ricardo Godim diz (fonte):
"Não consigo acreditar numa divindade que tudo ordena, que tudo dispõe e que tudo orquestra...Não creio que ele tenha uma "vontade permissiva" que deixa que horrores se alastrarem (sic) para subrepiticiamente cumprir uma 'vontade soberna' (sic). Não o percebo com começo, meio e fim da história prontos; ou que no presente esteja contente em administrar cada nano evento preordenado em sua providência."
Ou seja, ele afirma que a história não tem começo, meio e fim prontos, mas se desenrola de acordo com o livre arbítrio do homem. Como pode, então, Deus saber o futuro com precisão? O teísmo aberto diz que Ele não sabe; a teologia relacional prefere se omitir.
Ed René Kivitz completa (fonte):
"Essa coisa de 'Deus tem um plano para cada criatura' é incoerente em relação à fé cristã, pois seres criados à imagem e semelhança de Deus não podem ser privados da liberdade. Ou os seres humanos são responsáveis pelos seus destinos, ou não podem ser julgados moralmente".
A conclusão destes pastores é motivada pela dificuldade em conciliar a idéia de um Deus todo poderoso e plenamente soberano com a idéia de seres humanos totalmente livres e responsáveis por seus atos. Em suma, dada a dificuldade de se explicar porque coisas ruins acontecem com pessoas "boas" e "inocentes", tem-se a tendência de negar a mão de Deus sobre tais acontecimentos. Por mais difícil que seja o assunto, qualquer tentativa de explicação que negue a soberania de Deus ou a responsabilidade humana acaba desembocando em heresias. Devemos admitir o mistério nestas questões e nos curvar ao que diz a Bíblia:
Dt 32:39 - "Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão."
Jó 2:10b - "...receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios."
Is 46:9b-10 - "... eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade."
Sl 139:16 - "Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia."
Rm 8:28 - "E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito."
Descanse. Você não precisa entender todas as coisas, mas pode confiar que a mão de Deus está em todas elas para o seu bem e para honra e glória do Seu nome. Ele, de fato, está no controle.
Uma vez descartada a premonição, podemos explorar a doutrina da salvação com as duas opções que nos restaram: precognição e predestinação.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Inclusivismo
Continuando o assunto do último "post" deste blog, eu gostaria de dar um pouco mais de atenção ao inclusivismo, ou seja, a doutrina de que apesar de a salvação ter-se tornado possível por Jesus Cristo, não é necessário conhecer Jesus ou o que Ele fez para ser salvo. Assim, a salvação poderia ser encontrada no Budismo, Hiduismo, Islamismo, etc. Isso pressupõe que o deus (ou, pelo menos, o deus supremo) destas religiões é o mesmo Deus da Bíblia. Mas quem é o Deus da Bíblia? Ele se revelou como o "Deus de Abraão, Isaque e Jacó" (Ex. 3:6). Em certo ponto da história, aprouve a Deus revelar-se ao mundo por meio da nação de Israel, como disse Jesus à mulher samaritana:
Jo 4:22 - "Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus."
Qual é o sentido de Ex 20:3 - "Não terás outros deuses diante de mim", se não sabemos a diferença entre Deus e os deuses pagãos? O Deus de Israel, que até os judeus, em sua maioria, rejeitam, é aquele que é Pai de Jesus Cristo, que é em "forma de Deus" e "igual a Deus" (Fp 2:6, Jo 1:1) e em quem "habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl 2:9). Esse mesmo Deus enviou Seu Filho para ser punido na cruz por nossos pecados. Se seu deus não fez isso, ele não é Deus.
Mc 14:61-62 - "...O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito? E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu."
Os pagãos precisam conhecer esse Deus para serem salvos. Como o Dr. Mal Couch costuma dizer, "Deus é 100% soberano e o homem é 100% responsável" (ver http://scofieldministries.blogspot.com/). Ele mesmo admite que não consegue entender isso, mas é o que a Bíblia proclama de Gênesis a Apocalipse. Conforme Paulo coloca em Romanos 1, os homens são responsáveis por verem Deus na natureza, mas essa revelação só serve para condená-los, uma vez que nenhum homem se conforma com os padrões morais de Deus. A conclusão?
Rm 3:10-12 - "Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só."
Não somos juízes das almas, apenas comunicamos a sentença já determinada pelo Juiz. A humanidade está separada de Deus e não quer segui-lo. São mortos que precisam nascer de novo. Se o Espírito Santo de Deus não intervier por meio da pregação do Evangelho de Cristo, o homem não pode fazer nada.
Rm 10:17 - "De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus."
I Co 1:21 - "Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação."
Não existe plano B, é fé em Jesus ou nada:
Jo 11:25-26 - "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?"
Jo 4:22 - "Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus."
Qual é o sentido de Ex 20:3 - "Não terás outros deuses diante de mim", se não sabemos a diferença entre Deus e os deuses pagãos? O Deus de Israel, que até os judeus, em sua maioria, rejeitam, é aquele que é Pai de Jesus Cristo, que é em "forma de Deus" e "igual a Deus" (Fp 2:6, Jo 1:1) e em quem "habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Cl 2:9). Esse mesmo Deus enviou Seu Filho para ser punido na cruz por nossos pecados. Se seu deus não fez isso, ele não é Deus.
Mc 14:61-62 - "...O sumo sacerdote lhe tornou a perguntar, e disse-lhe: És tu o Cristo, Filho do Deus Bendito? E Jesus disse-lhe: Eu o sou, e vereis o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu."
Os pagãos precisam conhecer esse Deus para serem salvos. Como o Dr. Mal Couch costuma dizer, "Deus é 100% soberano e o homem é 100% responsável" (ver http://scofieldministries.blogspot.com/). Ele mesmo admite que não consegue entender isso, mas é o que a Bíblia proclama de Gênesis a Apocalipse. Conforme Paulo coloca em Romanos 1, os homens são responsáveis por verem Deus na natureza, mas essa revelação só serve para condená-los, uma vez que nenhum homem se conforma com os padrões morais de Deus. A conclusão?
Rm 3:10-12 - "Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só."
Não somos juízes das almas, apenas comunicamos a sentença já determinada pelo Juiz. A humanidade está separada de Deus e não quer segui-lo. São mortos que precisam nascer de novo. Se o Espírito Santo de Deus não intervier por meio da pregação do Evangelho de Cristo, o homem não pode fazer nada.
Rm 10:17 - "De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus."
I Co 1:21 - "Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação."
Não existe plano B, é fé em Jesus ou nada:
Jo 11:25-26 - "Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?"
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Alargando a porta estreita
Uma vez convencidos de que Cristo morreu pra nos salvar, o que mais é necessário para chegarmos ao Céu? Sua morte é suficiente para salvar a todos? A salvação é uma obra de Deus, do homem ou uma colaboração entre Deus e o homem? Uma vez salvo, salvo para sempre? Estas e outras questões ligadas à Soteriologia (estudo da doutrina da salvação) têm sido motivo de calorosas discussões no meio cristão há séculos. Nosso objetivo neste blog não é entrar em detalhes teológicos, mas expor as respostas Bíblicas para dúvidas básicas e de importância fundamental.
Primeramente, não basta crer que Jesus salva, mas é importante ter convicção de que só Cristo salva:
Jo. 14:6 - "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."
At. 4:12 - "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos."
O cristianismo é exclusivista por natureza. Não existe salvação em nenhuma outra crença. Este é um fato que não podemos negligenciar, mesmo sob o risco de perdermos a simpatia dos outros. Minha esposa e eu tivemos uma vizinha que sofria com problemas de depressão e solidão. Fomos visitá-la algumas vezes para confortá-la e falar sobre Jesus. Ela não gostava de ouvir sobre Jesus e sempre dizia que estava lendo o alcorão e considerando a possibilidade de se tornar muçulmana. Certa vez, a convidamos para um passeio junto com alguns amigos da igreja. Ela reclamou o tempo todo e no final, quando estava sendo levada de carona para casa começou a falar mal do cristianismo. Tive que interrompê-la para mostrar, com amor, que a salvação era somente por Jesus. Ela disse que eu deveria dizer isso aos mais de 1 bilhão de muçulmanos que existem no mundo. Retruquei que sentimos muito por eles, pois estão indo para o inferno. Ela ficou quieta. Confesso que não tenho dom pra evangelismo, mas as pessoas precisam saber para onde estão indo após a morte, os cristãos sabem a resposta e têm vergonha de comunicar (na maioria das vezes, eu me incluo como alvo desta exortação). Não existe meio termo, é Jesus ou nada:
Jo. 3:18 - "Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus."
Mas, alguém dirá: "como então se salvam aqueles que nunca ouviram falar de Jesus?" Por não se satisfazerem com a resposta Bíblica para esta pergunta, os chamados "inclusivistas" crêem que Deus vai salvar os "bons" de todas as religiões. Os "universalistas" dizem que todos irão ser salvos, pois Cristo morreu por todos. Basta ler o texto acima (Jo. 3:18) e também Jo. 3:16 para saber que somente os que crerem em Jesus serão salvos. Não nos compete alterar as Escrituras para torná-las mais facilmente aceitáveis. O que acontece com os que não ouviram o evangelho?
Rm 10:13-14 - "Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?"
A conclusão lógica é que todos os povos pagãos estão perdidos, pois não invocaram aquele em quem não creram. Injusto? Não, um juiz nunca é injusto por condenar criminosos (mais sobre isto em um próximo post). Se não acreditarmos nesse fato, nunca mais mandaremos missionários para evangelizá-los. Melhor deixar que eles se salvem de outro jeito.
Primeramente, não basta crer que Jesus salva, mas é importante ter convicção de que só Cristo salva:
Jo. 14:6 - "Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim."
At. 4:12 - "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos."
O cristianismo é exclusivista por natureza. Não existe salvação em nenhuma outra crença. Este é um fato que não podemos negligenciar, mesmo sob o risco de perdermos a simpatia dos outros. Minha esposa e eu tivemos uma vizinha que sofria com problemas de depressão e solidão. Fomos visitá-la algumas vezes para confortá-la e falar sobre Jesus. Ela não gostava de ouvir sobre Jesus e sempre dizia que estava lendo o alcorão e considerando a possibilidade de se tornar muçulmana. Certa vez, a convidamos para um passeio junto com alguns amigos da igreja. Ela reclamou o tempo todo e no final, quando estava sendo levada de carona para casa começou a falar mal do cristianismo. Tive que interrompê-la para mostrar, com amor, que a salvação era somente por Jesus. Ela disse que eu deveria dizer isso aos mais de 1 bilhão de muçulmanos que existem no mundo. Retruquei que sentimos muito por eles, pois estão indo para o inferno. Ela ficou quieta. Confesso que não tenho dom pra evangelismo, mas as pessoas precisam saber para onde estão indo após a morte, os cristãos sabem a resposta e têm vergonha de comunicar (na maioria das vezes, eu me incluo como alvo desta exortação). Não existe meio termo, é Jesus ou nada:
Jo. 3:18 - "Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus."
Mas, alguém dirá: "como então se salvam aqueles que nunca ouviram falar de Jesus?" Por não se satisfazerem com a resposta Bíblica para esta pergunta, os chamados "inclusivistas" crêem que Deus vai salvar os "bons" de todas as religiões. Os "universalistas" dizem que todos irão ser salvos, pois Cristo morreu por todos. Basta ler o texto acima (Jo. 3:18) e também Jo. 3:16 para saber que somente os que crerem em Jesus serão salvos. Não nos compete alterar as Escrituras para torná-las mais facilmente aceitáveis. O que acontece com os que não ouviram o evangelho?
Rm 10:13-14 - "Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue?"
A conclusão lógica é que todos os povos pagãos estão perdidos, pois não invocaram aquele em quem não creram. Injusto? Não, um juiz nunca é injusto por condenar criminosos (mais sobre isto em um próximo post). Se não acreditarmos nesse fato, nunca mais mandaremos missionários para evangelizá-los. Melhor deixar que eles se salvem de outro jeito.
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